domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher :)




Sentada em fios de vento
viajas por esta cidade
vês a felicidade que inventas
nos rostos amargos das mocidades

Apagas todas as tempestades
desenhas algumas vontades
crias rios e montanhas
soltas o homem das entranhas
a arte de seres gente
é tudo o que tens em mente

... e sentada em fios de vento
tu viajas e vês
tu apagas e desenhas
tu crias a arte de
SERES APENAS MULHER


Poema de Marília Horta Pinheiro


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

... E diz(ia) o Fernando Pessoa...


Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...

Que já têm a forma do nosso corpo...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares...
É o tempo da travessia...
E se não ousarmos fazê-la...
Teremos ficado... para sempre...
À margem de nós mesmos...

Sabias que...



domingo, 22 de fevereiro de 2009

Imortais


«É que eu quero-te tanto... Não saberia não te ter... É que eu quero-te tanto... É sempre mais do que eu te sei dizer...»

domingo, 15 de fevereiro de 2009

domingo, 11 de janeiro de 2009

Gerir a confiança

«Em quem pomos a nossa confiança? Antigamente, para confiar em alguém bastava a "palavra", acompanhada da linguagem do olhar...

Outrora, nas relações interpessoais, a "palavra", o olhar, um aperto de mão eram os sinais evidentes e necessários para demonstrar que estávamos a dar a outra pessoa a nossa plena confiança.
A palavra tinha a força da sinceridade.
Os olhos deixavam transparecer as boas intenções que brotavam do coração e o aperto de mão carimbava a autenticidade de sermos pessoas coerentes com o dizer e o fazer.
Estas três componentes tornavam-se porta de entrada para "o outro" na minha vida e o terreno propício para experimentar e desenvolver a confiança comigo mesmo e com as outras pessoas.
Há bastante tempo, comecei a perceber que o mundo em que vivemos não está a criar ou a proporcionar o terreno necessário para crescermos na virtude da confiança. É urgente e imperioso confiarmos em alguém e sentir que somos pessoas confiáveis. Facilmente damos conta que passamos a vida desconfiados e desconfiando de tudo e de todos.
Enganamo-nos, se partimos da certeza de que já conhecemos tudo o que se refere a nós próprios. A prova disso é que vivemos a vida tentando dar respostas aos nossos problemas e acontecimentos sem nos perguntarmos a causa ou origem deles.
Isso faz de muita gente pessoas superficiais, que só se interessam em dar respostas imediatas aos "efeitos" provocados por "causas" que têm a sua origem em nós, mas que desconhecemos.
Hoje, vendem-se soluções imediatas, mas lamentavelmente passageiras.
A verdadeira confiança nasce de uma profunda experiência de autoconfiança. Se não confiamos nas nossas próprias capacidades, dons e potencialidades, seremos sempre inseguros de nós próprios. Por consequência, iremos projectar as nossas falhas nos outros...


Credibilidade - Cumpres o que prometes? Fazes o que dizes?

Coerência - Dizes o que pensas e sentes, sem querer agradar à outra parte? Tens convicções sobres as tuas ideias sem as mudares a cada instante?

Compreensão - Convives com os sentimentos, valores e prioridades diversas das tuas? Não criticas ou não te impacientas com os outros?

Clareza - Não escondes o jogo; nem procuras só o benefício próprio? És aberto e transparente no teu discurso e proceder?»


In Fátima Missionária, texto de Luís Maurício



Gostei do artigo e decidi partilhar... :) Faz sempre bem pensarmos um bocadinho... Não acham?

sábado, 10 de janeiro de 2009

Passo a Passo...



É urgente inventar
novos atalhos
acender novos archotes
e descobrir novos horizontes.

É urgente quebrar o silêncio
abrir fendas ao tempo
e, passo a passo,
habitar outras noites
coalhadas de pirilampos.

É urgente partir
sem medo
e sem demora
para onde nascem sonhos
e buscar novas artes
de esculpir a vida.


Armando Artur

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A Sunday Kind Of Love

I want a Sunday kind of love
A love to last past Saturday night
And I’d like to know it’s more than love at first sight
Well I want a Sunday kind of love

And my arms need someone to hold
To keep me warm when Mondays and Tuesdays grow cold
I need love for all my life to have and to hold
Well I want a Sunday kind of love

I don’t want nothing baby
Well I want a Sunday kind of love


Composição: Jo Stafford

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Simples desabafos...



Às vezes o sentimento de dor, sofrimento e até solidão consegue superar tudo de bom que se tem vivido...


Às vezes, em menos de nada, em menos de poucas palavras, é possível a invasão do sentimento de culpa, do sentimento de perda de tanta coisa vivida, partilhada, dita...


Às vezes, em pouco menos de tempo nenhum, é possível a sensação de destruição do melhor que nos deram...


Às vezes, num piscar de olhos, é possível a invasão do sentimento de revolta e da vontade de gritar...


Às vezes, apenas num ápice, é possível magoar, fazer sofrer, ferir sentimentos... e ficar com feridas grandes e profundas...


Tempo, tempo, tempo, ...


Vida!!! Ela está aí... E é para ser vivida...

Há medida que o tempo passa é preciso aprender a viver, a lidar com as pessoas que nos rodeiam, a lidar com a maneira de ser dessas pessoas. É preciso "jogar limpo" e não pisar o outro para ter a própria felicidade...


Sofrimento, dor, paixão, vitórias e derrotas... Alegria, tristeza... Mas desistir nunca!!!


"O melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros."

"O verdadeiro guerreiro nunca desiste!"

"Não há ingrediente secreto. O segredo está no teu interior."

"Caminhante, não há caminho. O caminho faz-se ao andar."

"Podemos ser livres e caminhar juntos."

"Sabes puto, nunca desistas. Descobre um caminho, porque é isso que os vencedores fazem."

"Ontem é história. Amanhã é mistério. Hoje é uma dádiva, por isso se chama presente."


Vivam e sejam felizes!!!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Escolhas que fazemos...


Cada vez mais as escolhas que fazemos têm importância e influência ao longo da nossa vida...


A vida é, sem dúvida, constituída e até construída com o conjunto de escolhas que fazemos no dia-a-dia.

Se tivermos consciência disto mesmo, vemos que a vida não é o simples acumular de tempo passado...

Não somos um simples relógio...

É, talvez, a qualidade e radicalidade das escolhas que vão permitir a experiência de uma vida plena, independentemente da idade que temos.

Essas escolhas que vamos fazendo determinam de alguma forma o nosso caminho ao longo da vida. E até têm influência, ou podem ter, nos outros que estão à nossa volta...

Não caminhamos sozinhos nesta vida, muito embora possa ter essa sensação demasiadas vezes...

Por vezes as escolhas que os outros fazem têm influência em nós... Outras vezes são as nossas escolhas que têm influência nos outros...

Fazer escolhas sem ser egoísta, fazer escolhas com os pés bem assentes na terra...

Alegria, tristeza, desilusão, ... as emoções são também consequência das nossas escolhas...

Acho que importante é não perder a identidade e autenticidade. Importante é não fazer uma escolha porque "está na moda", mas sim porque acreditamos verdadeiramente naquela escolha, porque vai de encontro ao que somos e pensamos...


Fazer uma escolha, abdicando de outras hipóteses possíveis... É assim a vida.



quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Sweet November...



Filme muito bom, com "adaptação" duma das músicas mais bonitas dos Anjos, «Perto de Ti»...

Muito interessante... LINDO... :)



quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Enya



May it be






A day without rain





Metallica - Nothing Else Matters



Dos grandes grupos de sempre... Metallica! Nothing else matters... Percebam a letra, ouçam bem a música...








domingo, 10 de agosto de 2008

"Sentiment"



Your eyes are hiding deep inside
Your touch is on my tongue
Read clearly between the lines
Are they just theories of time?

Suffering in faith

Do you feel the pain that I feel?
The pain that lives inside
Once I was free, but now I am restricted
Once I was restricted but now I am free

Close my eyes

Let the voice of the soul be free
Await discovery

Laugh at my words you fool
See that reflection is my living proof
Read clearly between the lines
Are they just hallowed intentions?

Suffering in faith

Faith, my inner world of empty words
Pain, I won't live this way
Once I was free, but now I am restricted
Once I was restricted but now I am free

Close my eyes

With every breath I hear the silent
Whispering of your name
Let the voice of the soul be free
Await discovery

Laugh at my words you fool
See that reflection is my living proof
Read clearly between the lines
Are they just theories of time?

Close my eyes, and feel

domingo, 13 de julho de 2008

Don't give up, you are loved (Josh Groban)



Não desistas

É só o peso do mundo

Quando o teu coração pesa

Eu, eu vou "segura-lo" para ti

Não desistas

Porque tu queres ser ouvido

Se o silêncio te "segura"

Eu vou quebrá-lo para ti

Toda a gente quer ser entendida

Bem, eu posso ouvir-te

Toda a gente quer ser amada

Não desistas

Porque tu és amado

Não desistas

É só o ferido que tu escondes

Quando tu estás perdido por dentro

Eu estarei lá para te achar

Não desistas

Porque tu queres "brilhar"

Se a escuridão te cega

Eu vou brilhar para te guiar

Toda a gente quer ser entendida

Bem, eu posso ouvir-te

Toda a gente quer ser amada

Não desistas

Porque tu és amado(Tu és amado)

Tu és amado(Tu és amado)

Aaaaaahhhhh

Não desistas

(Não desistas)

É só o peso do mundo

(Tu és amado)

Não desistas

(Não desistas)

Toda a gente precisa ser ouvida

(Não desistas)

Tu és amado

(Tu és amado)

Não desistas

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Amigo



Espero que gostem, tanto como eu, deste poema... Palavras para quê? Quem bem me conhece, sabe que adorei realmente este poema...



Beijos e abraços para vocês :)




Quero ser o teu amigo.

Nem demais e nem de menos.

Nem tão longe e nem tão perto.


Na medida mais precisa que eu puder.

Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida.

Da maneira mais discreta que eu souber.

Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.

Sem forçar tua vontade.

Sem falar, quando for hora de calar.

E sem calar, quando for hora de falar.

Nem ausente, nem presente por demais.

Simplesmente, calmamente, ser-te paz.

É bonito ser amigo, mas confesso

É tão difícil aprender!

E por isso eu te suplico paciência.

Vou encher este teu rosto de lembranças.

Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...







Fernando Pessoa










sábado, 5 de julho de 2008

«Construir a sério»



Frequentemente ouvimos e usamos o termo "experiência". Raramente, porém, nos interrogamos sobre o valor e a importância desta palavra na nossa vida.
Habitualmente confunde-se possuir certos conhecimentos, com ser alguém experiementado.
A pessoa sábia não é necessariamente o intelectual. O sábio é aquele que tem a capacidade de "aprender e crescer" a partir da própria experiência e da experiência dos outros.
A experiência refere-se a todo o conhecimento espontâneo ou vivido, aqduirido pelo indivíduo ao longo da sua vida.
As experiências vividas levam-nos ao conhecimento de nós próprios, factor importantíssimo para quem anda à descoberta do mistério da vida e da sua própria existência.
(...)


1. Experiências limite

São aquelas que superam as previsões e qualquer explicação.
São inesperadas e, muitas vezes, não desejadas.
Geralmente, produzem traumas ou deixam marcas profundas na nossa vida.
Importa olhar para as consequências deste tipo de experiências. Há duas atitudes perante uma experiência limite: ou ficar fechado em si próprio, prisioneiro da dor, da mágoa e do terror; ou assumir a dor como caminho de crescimento, fazendo dela um caminho de aprendizagem.
Não há dúvida que a segunda possibilidade é a mais acertada. Olhar e enfrentar com coragem a dor, ajuda-nos a valorizar a nossa existência e o que temos, como nunca o fizéramos antes. Neste exercício descobrimos "surpresas" boas e positivas que mexem com toda a nossa vida.


2. Experiências provocadas

São experiências desejadas e assumidas pelo indivíduo. Geralmente uma pessoa sabe do que se trata e, de livre vontade, aceita lançar-se numa experiência "X", com o firme propósito de encontrar algo que ainda não conhece, relacionado consigo próprio (...).


3. Experiências avaliativas

É o hábito de rever a vida à medida em que ela vai acontecendo. Intenções, afectos e conflitos são constantemente submetidos a avaliação, ou seja, confrontados e analisados.
Saber o porquê das coisas e dar-lhes o devido nome requer coragem e aceitação de si próprio e da realidade tal como ela é.
A experiência da revisão constante da própria vida permite-nos, com o passado do tempo, descobrir o essencial da realidade, inclusive aquilo que não se consegue ver com um simples olhar.
(...)


Para corajosos e corajosas

O "ressentimento", em geral, é a marca mais negativa depois de uma experiência limite. Já te perguntaste porque não consegues perdoar com facilidade?
A "experiência provocada" abre espaço para escutar as respostas da vida que brotam do nosso interior. Já marcaste um tempo para repensar a tua vida?
A "experiência avaliativa" permite olhar para o mundo com simplicidade, harmonia, desprendimento e liberdade. Consideras-te uma pessoa livre? Porquê?


In Fátima Missionária


terça-feira, 25 de março de 2008

Deficiências



'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

'Louco'
é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo' é aquela que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

'Mudo'
é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

'Paralítico'
é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.

'Diabético'
é quem não consegue ser doce.

'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer.


E, finalmente, a pior das deficiências é ser 'miserável', pois:

A amizade é um amor que nunca morre.


Mário Quintana



segunda-feira, 24 de março de 2008

Finalmente!!!



Pois é... FINALMENTE terminei uma pequena etapa a que me propus: tirar a Licenciatura em Engenharia Mecânica no ISEC. (já soube há algum tempo, a nota já é oficial há algumas semanas...)

E agora?? Bem, agora é outra etapa... Arranjar emprego na área. Ui ui...
Também não me vou queixar de nada!
E, de qualquer forma, já estou bastante habituada a tudo o que é difícil, a tudo que dá luta, a tudo o quanto é preciso lutar para ter... E confesso que o dia em que não for assim, vou estranhar e ficar "de pé atrás"...

Bem, mas esta "postagem" serve sobretudo para agradecer:

- à minha mãe, ao meu mano, à minha avó e a uma outra avó "emprestada", que acreditaram em mim, sofreram comigo e rezaram por mim;
- aos meus (poucos, mas bons) amigos, que de uma ou de outra forma me aturaram, me apoiaram e me incentivaram a continuar e a ter paciência (mesmo os que, infelizmente, já não estão aqui para partilhar esta alegria comigo);
- aos meus professores (mesmo os que, infelizmente, já não estão aqui para partilhar esta alegria comigo), que me ensinaram bastante;
- aos meus (alguns, vários...) inimigos declarados e não declarados, que me criaram dificuldades e tentaram impedir o meu êxito no curso, que me mostraram o que são dificuldades criadas por terceiros, porque com eles eu também aprendi... Aprendi a vencer obstáculos e a demonstrar (também a mim mesma) que sou capaz e que tenho força na alma!

A todos, o meu agradecimento... OBRIGADA!!!